quarta-feira, 13 de maio de 2009

Luar do Sertão





Vale a pena ouvir esta velha canção que nos transporta ao sertão e à infindável calma dos dias e das noites...

Composição: Catulo da Paixão Cearense / João Pernambuco

Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão
Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão

Oh que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando, folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade, do luar lá do sertão!
Se a lua nasce por detras da verde mata
Mais parece um sol de prata, prateando a solidão
E a gente pega na viola e ponteia
E a canção e a lua cheia, a nascer no coração

Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão
Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão

REFRÃO
Quando vermelha no sertão desponta a lua
Dentro da alma flutua, tambem rubra nasce a dor
E a lua sobe e o sangue muda em claridade
E a nossa dor muda em saudade
Branca assim da mesma cor...



domingo, 10 de maio de 2009

Schubert, Sinfonia Inacabada




F. Schubert, famoso compositor vienense, teve uma vida curta, mas para a eternidade ficará a sua música. A Sinfonia Inacabada continua a encantar-nos...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

"O homem sem fé não pode viver"

Chegar aos cem anos não é para todos. Aqui registo o caso excepcional de Manuel de Oliveira que, apesar da idade, continua activo e de boa saúde. Por certo, o carinho da família e dos amigos vão alimentando essa energia que se traduz num desejo de viver e de criar sempre mais. E é por isso que ainda não acabado um filme já acena um outro projecto...

No entanto, a lucidez do cineasta reconhece os limites da vida, porque à força inexorável do tempo ninguém escapa. E assim, há que aceitar com resignação a finitude, como se deduz da última entrevista de Manuel de Oliveira.


"Aquilo de que temos a certeza é que ninguém nasce senão para morrer e nenhum dos nossos voltou para contar o que há depois da morte. Eu penso muito nisso agora, quando se chega à minha idade está-se mais consciente. Sou um homem da dúvida. Por isso, trabalho. A fé é um dom que a Natureza dá. A Natureza é subtil e extraordinária. Assim como nos deu a fome, deu-nos a fé. O homem sem fé não pode viver. Fiz um filme que fala disso, é o Non, a Vã Gloria de Mandar. Depois de perder a batalha, há um guerreiro que diz: "Terrível palavra é o "non", não tem direito nem avesso, por qualquer lado que a tomeis, é sempre"non".
Sem esperança, é impossível viver. O Espinoza dizia que o Corpo de Deus era o Universo, e julgo que o Einstein acredita na mesma coisa."

Manuel de Oliveira, in Actual, Expresso, 1 de Maio de 2009.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Saudades da Infância



Recordar é viver!
É isto que me apetece dizer nesta breve incursão aos dias da infância pela voz de Paulo Autran. Lembram-se dele? Actor brasileiro desse tempo em que Portugal parava para assistir à telenovela?!...

Homenagem ao grande Actor que, embora envelhecido, tem aqui uma interpretação sentida deste pequeno poema de Casemiro de Abreu. Emoção dos "Meus oito anos", a nostalgia do Poeta e do Actor em perfeita consonância.

Mas, afinal não será este também o sentimento de todos nós?

sábado, 18 de abril de 2009

Relembrando Handel...

Jorge I, rei de Inglaterra, 1714-1727

Assinalou-se no dia 14 de Abril a passagem dos 250 anos da morte de Handel, compositor nascido na Alemanha, mas inglês por opção. Entre 1706 e 1710, percorreu a Itália numa “viagem cultural” e assim visitou Roma, Florença, Nápoles e Veneza. Sendo muito perspicaz e dotado de um sentido eclético, Handel soube retirar desses contactos o conhecimento de outras tendências e gostos musicais.

Após uma breve estada em Hanôver, trocou a terra-natal pela Inglaterra, onde viveu até ao fim dos seus dias. A sua carreira, coincidente com o início da nova dinastia , ( reinados de Jorge I e Jorge II, 1727-1760), beneficiou das condições favoráveis à liberdade criativa e de expressão. Pôde desse modo tornar-se famoso, recebendo inúmeras honras públicas e, não menos importante, granjear também uma razoável fortuna.





quinta-feira, 16 de abril de 2009

Desencontro




Ouvindo Luís Represas e Simone numa bela canção de amor!...

domingo, 29 de março de 2009

Da moda e não só...

Uma imagem de mulher moderna nos finais do século XIX: jovem alegre, sorridente e bem vestida. Mas desde, então, quanta evolução na moda?!...

O poeta comenta as mudanças e vejam com que humor...

Eu sou do tempo em que a mulher
Mostrar o tornozelo
Era um apelo!
Depois, já rapazinho, vi as primeiras pernas
De mulher
Sem saia;
Mas foi na praia!

A moda avança
A saia sobe mais
Mostra os joelhos
Infernais!

As fazendas
Com os anos
Se fazem mais leves
E surgem figurinhas
Em roupas transparentes
Pelas ruas:
Quase nuas.
E a mania do esporte
Trouxe o short.
O short amigo
Que trouxe consigo
O maiô de duas peças.
E logo, de audácia em audácia,
A natureza ganhando terreno
Sugeriu o biquíni,
O maiô de pequeno ficando mais pequeno
Não se sabendo mais
Até onde um corpo branco
Pode ficar moreno.

Deus,
A graça é imerecida,
Mas dai-me ainda
Uns aninhos de vida!

Millôr Fernandes